Dagda
Mitologia

Dagda


۞ ADM Sleipnir



Dagda ("O Deus Bom", também chamado de Eochaid Ollathair, "O Pai de Todos") é um dos deuses mais poderosos da mitologia celta, e reverenciado por muitos sacerdotes druidas. Ele é um deus da fertilidade, do conhecimento e um guerreiro formidável. Dagda também é um dos líderes dos Tuatha Dé Dannan. 

Características


Dagda é geralmente representado como um homem gigantesco, maior do que a mais alta das montanhas, com braços fortes, e possuidor de uma força sobre-humana.Outras representações o caracterizam como um homem muito gordo e com um enorme falo, evidenciando o seu papel de deus da fertilidade. Dagda possui também uma insaciável necessidade de mulheres e alimentos.


Genealogia

Existem controvérsias em relação a quem foram os pais de Dagda: às vezes ele é considerado filho de Danu e Bile, às vezes é citado como um dos sete filhos de Ethliu. Nesse caso, ele seria irmão de Nuada, Dian Cécht, Goibhniu, Credne, Luchta e Lug Mac Cein. Há uma versão em que Dagda e Ogma são irmãos, filhos de Elatha e Eithne. Sua esposa é a deusa Morrigan.


Ele era considerado o pai de algumas deidades: Oengus (com a deusa-rio Boann), de Ogma (com Danu), Bodb Derg, Aed Minbhrec (ou Aed Cáem), Cermait Milbél ("lábios de mel") e Midir. Ele também teve duas filhas: Brigit e Ainge.

Dagda e Seus Objetos Mágicos



Dagda era detentor de vários objetos mágicos, os quais sempre carregava consigo. O primeiro deles é uma clava, que não era apenas poderosa o suficiente para matar nove homens em um único balanço, mas também poderia ser usada para devolver a vida aos mortos, usando a outra extremidade. O segundo é um caldeirão fervente chamado Undry, capaz de produzir uma quantidade aparentemente infinita de qualquer alimento que ele desejasse. No entanto, o caldeirão não poderia produzir alimentos para covardes ou para aqueles que tinham quebrado um juramento. 

Dagda também levava consigo uma harpa feita de carvalho, chamada Daurdabla, também conhecida como Coir Cethair Chuir (“música de quatro ângulos”) e Úaithne (nome por vezes dado ao seu harpista). Com ela, o deus comandava as estações através da música, classificando-as em sua ordem correta. Alguns relatos dizem que ele tocava a harpa durante as batalhas, conduzindo os exércitos com sua música.




Além desses obtejos, Dagda possuia um casal de porcos mágicos que podiam ser comidos várias vezes e sempre reviviam, e também um pomar que, independente da estação, dava frutos o ano todo.

Mitos

Um mito bem conhecido sobre ele conta sobre seus encontros amorosos com a deusa Boann, esposa de Elcmar. Para poder se encontrar com ela, Dagda parava o tempo, mas um dia Boann engravidou. Com medo de ser descoberto, ele ordenou que o sol ficasse parado durante nove meses, para que seu filho, Oengus, pudesse nascer em apenas um dia.

Dagda desempenhou um papel importante durante a Segunda Guerra de Maigh Tuired. Lug enviou Dagda para espionar os Fomorianos, e depois distraí-los enquanto os Tuatha Dé Dannan se preparavam para a guerra. Ao chegar ao acampamento Formoriano, os mesmos se assustaram com sua presença, temendo um ataque surpresa, mas logo foram até ele checar suas intenções. Dagda os provoca, dizendo que a fama dos fomorianos de não serem hospitaleiros era verdade, e ameaçou compor uma música com sua harpa, anunciando ao mundo o fato. 

Os Fomorianos, com medo da desonra, cavaram um profundo buraco no chão, e o encheram de leite, farinha, cereais, carne de vaca e de ovelhas e 3 ou 4 porcos inteiros. Dagda foi obrigado a comer tudo, caso contrário seria morto por eles. Utilizando uma colher de pau tão grande que um homem e uma mulher poderiam dormir juntos nela, Dagda comeu o mingau até o fim, inclusive raspando o chão com a colher. Dagda obteve as informações que queria, mas foi impedido de deixar o acampamento pelos Fomorianos, que pretendiam lhe servir um banquete ainda maior do que o que provara, certos de que ele não daria conta e com isso poderiam matá-lo. 

Cheio como estava, Dagda não conseguiria abrir caminho à força e ir embora, então caminhou até a praia e caiu num sono profundo. Ao acordar, foi ajudado por uma maga chamada Elen, que utilizou sua magia para ajudar Dagda a fugir e retornar a Tara com as informações que havia colhido.

Durante esta guerra, Dagda sofreu um ferimento causado por Cethlenn, rainha dos Fomorianos, porém ele sobreviveu ainda por setenta ou oitenta anos, como rei dos Tuatha Dé Dannan, substituindo o rei Nuada.

Quando os Tuatha De Danaan foram obrigados a passar à clandestinidade, Dagda dividiu a terra entre os deuses. Seu filho Angus, o deus do amor, estava ausente durante a divisão, e Dagda não deu ao filho uma parte porque ele queria manter o palácio de Angus para si mesmo. Quando Angus voltou, ele enganou seu pai para obter o seu palácio de volta, deixando Dagda sem terra ou poder.







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